sexta-feira, 1 de maio de 2015
domingo, 5 de abril de 2015
|NO BOLSO DO CONTRIBUINTE| PREFEITURA DE PJ QUER AUMENTAR IMPOSTOS!
Tramita
na Câmara Municipal de Paulo Jacinto o Projeto de Lei N 17 de 08 de dezembro de
2014. "Que trata da criação do novo Código Tributário Municipal".
Muitos impostos e taxas serão instituídos pela PREFEITURA e cobrados da
população com valores abusivos, vejamos: alguns representam um aumento de até
60%, como é o caso da taxa de iluminação pública. O IPTU por exemplo, que tem
como base de cálculo o valor venal do imóvel, terá aumento na alíquota.
Os
comerciantes, autônomos e cidadãos, também pagarão com acréscimo várias taxas:
de licença e localização, fiscalização do funcionamento, de execução de obras e
urbanização, exposição de publicidade nas vias e logradouros, vigilância
sanitária, controle e fiscalização ambiental, a transmissão
"intervivos" e etc...
Os
inadimplentes que se cuidem, pois, o nome irá para à Dívida Ativa do Município,
através do CADIN e ainda haverá restrição cadastral no SPC E SERASA, conforme
os artigos 78 à 81 da citada Lei.
Compareça
à sessão da Câmara Municipal, nesta segunda-feira a partir das 09:00 horas da
manhã. Acompanhe o debate sobre o assunto e exerça sua cidadania para
reivindicar seus direitos. Viva a democracia!!! O povo precisa saber com
transparência tudo que integra esta Lei.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
|NOSSO 3º ANIVERSÁRIO| - TRABALHO SÉRIO, COMPARTILHANDO NOSSA HISTÓRIA
Tudo
começou em 2012. Hoje, 16 de janeiro de 2015 completamos mais um ano que estamos
aqui no Facebook e o no blog.
Proporcionando alegrias, relembrando o passado, registrando o presente,
interagindo com os fatos e eventos que acontecem em nossa terrinha. Agradecemos
a cada um de vocês pelo sucesso do Facebook Paulo
Jacinto Terra Do Baile Da Chita e do blog http://terradobailedachita.blogspot.com.br/; esperamos sempre contar com todos. E
iremos continuar proporcionando mais alegrias, surpresas a todos que nos
acompanham.
A cada
texto, informação, fatos e fotos que postamos, compartilhamos e registramos uma
pouco da nossa história. Queremos agradecer os mais 4.000 amigos no facebook,
as mais 13.000 visualizações no blog e os mais de 800 seguidores de nossa fan
page, o sucesso destas páginas dedicamos a vocês,
que todos os dias compartilham, curtem, comentam e interagem em nossos espaços.
Nesse novo ano esperamos poder compartilhar ainda mais acontecimentos,
resgatado o passado, registrando o presente e até mesmo anunciando o futuro, cada
vez mais COMPARTILHANDO A NOSSA HISTORIA!!! Contamos com você sempre, junte-se
a nós, compartilhem conosco.
NOSSA FAN PAGE: https://www.facebook.com/TerraDoBaileDaChita?ref=hl
NOSSA FAN PAGE: https://www.facebook.com/TerraDoBaileDaChita?ref=hl
|Nossos números em nosso 3º ano|: Em um ano os números de
seguidores quase duplicaram em nossas páginas. Nossos amigos no facebook que
antes éramos 2.825 e hoje somamos 4.166, nosso número de seguidores também
subiu de 557 para 865, nosso blog que a um ano atrás registrava 7.953 hoje
conta com 13.181. Esses dados confirmam o sucesso de nossas páginas e seu raio
de alcance no espaço virtual e na sociedade, pois o que é visto aqui é
comentado também fora da rede.
terça-feira, 2 de dezembro de 2014
PAULO
JACINTO: 61 DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA
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| Foto: Um de nossos cartões-postais - Praça Multieventos Josefa Barbosa Barros (Zefinha Barbosa). |
Façamos nossas as palavras
de Joel da Silva Filho:
Viva Paulo jacinto que
comemora no dia 02 de dezembro de 2014 seus 61 Anos de Emancipação Político
Administrativa!!!!
Avante com o Brasil...
sábado, 29 de novembro de 2014
|PJ EM FOCO| - Vereadores aprovam por unanimidade o Projeto de Lei que cria a Comenda Maria Luísa Torres Barbosa
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| Foto: PJ EM FOCO |
Em
17 de novembro em sessão legislativa no plenário Manoel Afonso de Souza de foi
aprovado por unanimidade o Projeto de Lei nº 007/2014 de autoria do parlamentar
municipal Fabricio Berto Faustino "que dispõe sobre a criação da Comenda
Maria Luísa Torres Barbosa". Um mérito importante para agraciar e
reconhecer os Paulojacintenses que prestaram serviços relevantes para nosso
Município e aos que se destacaram nas suas áreas de atuação. A denominação da
medalha com a efígie da saudosa Maria Luísa, deve-se ao fato de ter sido um
exemplo de mulher que lutou muito pelo desenvolvimento da nossa cidade, além de
ter contribuído com a composição da letra do hino da cidade de Paulo Jacinto
Terra Do Baile Da Chita e também os desenhos dos símbolos (bandeira e brasão).
Confiram
o projeto em https://www.facebook.com/groups/paulojacintenses/?pnref=story
Vereador em Paulo Jacinto vai criar projeto lei
para resgatar a cultura do município
Segundo ele, o nosso povo está totalmente
desmotivado, porque as gestões anterior e atual acabaram com a cultura da nossa
cidade.
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| Vereador deseja resgata a cultura de Paulo Jacinto |
Vereador Fabricio Berto (PSD) estará
na sessão legislativa de segunda-feira(3) apresentando, o projeto é de grande
importância para resgatar a cultura do nosso município de Paulo Jacinto. Segundo
ele, o nosso povo está totalmente desmotivado, porque as gestões anterior e
atual acabaram com a cultura da nossa cidade.
Berto apresentará no Plenário do
Poder Legislativo o Projeto de Lei 006/2014 (leia o projeto de lei aqui link: (https://www.facebook.com/groups/paulojacintenses/) que “Dispõe sobre a preservação do
Patrimônio Histórico, Cultural e Natural do Município de Paulo Jacinto/AL, cria
o Conselho Municipal do Patrimônio Cultural e institui o Fundo Municipal de
Proteção do Patrimônio Cultural de Paulo Jacinto/AL.”
Fabricio Berto garante que terá todo
apoio do governador eleito Renan Filho(PMDB) e do seu vice, Luciano Barbosa.
Além do Requerimento que
solicita do executivo municipal providências para: criação do plano
municipal de cultura, abertura da casa da cultura, reconhecimento através de
tombamento do Baile da Chita como patrimônio histórico e
cultural (imaterial) da nossa cidade, apoio para o Clube Social Recreativo,
elaboração de projeto cultural através de convênios em parceria com os governo
Federal e Estado.
Fonte: http://cadaminuto.com.br/blog/bernardino/258691/2014/11/02/vereador-em-paulo-jacinto-vai-criar-projeto-lei-para-resgatar-a-cultura-do-municipio
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
Os
barões de Alagoas: PAULO JACINTO TENÓRIO - BARÃO DE PALMEIRA DOS INDIOS:
Baronato: Como
pouca gente sabe, não custa relembrar que Palmeira dos Índios foi sede de um
baronato, no Império dos Bragança. De fato, por decreto imperial de 28 de
agosto de 1888, o imperador d. Pedro II concedeu o título de barão de Palmeira
dos Índios a Paulo Jacinto Tenório, coronel da Guarda Nacional do Império e
grande proprietário rural. (http://gazetaweb.globo.com/gazetadealagoas/imprimir.php?c=191882 - Edição do dia 12 de November de 2011).
Eram cuidadosamente escolhidos por um conjunto de
atos prestados e ascendência nobre familiar. Além disso, a maioria dos
galardoados tinham de pagar uma vultosa quantia pela honraria nobiliárquica,
mesmo que para seus filhos perpetuarem os títulos. Para ser nobre, segundo a
tabela de 2 de abril de 1860, custava, em contos de réis (http://www.geni.com/projects/Nobres-do-Brasil-Imperial/12615):
·
Duque: 2:450$000
·
Marquês: 2:020$000
·
Conde: 1:575$000
·
Visconde: 1:025$000
·
Barão: 750$000
Além desses valores, havia os seguintes custos:
·
Papéis para a petição: 366$000
·
Registro do brasão: 170$000
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| Paulo Jacinto Tenório |
Para
a visita do Imperador, era necessário muito dinheiro. E o governo resolveu
pedir colaboração aos ricos alagoanos. Foram senhores de engenho, comerciantes
e altos fazendeiros. Cada um fez sua doação em dinheiro. De Assembleia
(Viçosa), o então capitão José Martins Chaves Ferreira, português e fundador do
Engenho Boa Sorte, fez sua doação milionária e como recompensa foi elevado ao
posto do coronel da Guarda Nacional. Poderia ter sido Barão de Assembleia, pois
o decreto imperial já estava sendo preparado, quando ele morreu em 1879.
Mas
antes do Império, quando o Brasil era colônia de Portugal, os nobres eram
Alcaides (espécie de prefeito, chefe político), Alferes (honraria militar),
coronel, capitão, major, tenente. Recebiam espada, título impresso e se
tornavam os verdadeiros mandatários de suas regiões. Cada vila possuía seu
alcaide-mor, ou seja a principal autoridade, que fazia o papel de prefeito,
vereador e juiz de paz.
As
verdadeiras famílias quatrocentonas de Alagoas, aquelas que se fixaram e criaram raízes, nos séculos XVI e XVII, foram
pela ordem: Lins, Holanda, Vasconcelos, Barros Pimentel, Almeida, Marinho
Falcão, Fernandes, Albuquerque, Cavalcanti, Melo, Soares, Filgueiras, Martins
Ribeiro, Moura Castro, Rocha Dantas, exatamente os donos das primeiras
sesmarias (grandes propriedades) onde fundaram engenhos de açúcar, criaram gado
e fundaram as vilas de Porto Calvo, Santa Maria Madalena da Lagoa do Sul, Santa
Luzia da Lagoa do Norte, Penedo e São Miguel dos Campos. Depois foram surgindo
outras como os Mendonça, Moreira, Alarcão Ayala, Accioli, Chaves, Chagas,
Vasconcellos, Machado, Toledo, Mello, Torres, Malta, Vieira, Rodrigues,
Brandão, Carvalho e outras espalhadas já por outras regiões distantes do
Litoral e da zona da Mata.
Mas
os barões mais famosos foram os de Penedo, Jaraguá e Atalaia, pela ordem. O
primeiro, um diplomata que era o embaixador do Brasil na Inglaterra. O segundo,
o verdadeiro "Mauá de Alagoas", que construiu a primeira indústria
urbana em 1857: a fábrica de tecidos de Fernão Velho e o terceiro, milionário,
dono de muitas terras, casado com a sofisticada Ana Luiza Cansanção de Sinimbu,
irmã do Visconde de Sinimbu, também diplomata, conselheiro do Império,
presidente da Província de Alagoas e brilhante magistrado, formado na Faculdade
de Direito de Olinda. Barão de
Vandesment, francês, já chegou às Alagoas com esse título e foi o fundador da
Usina Brasileiro. Veja a lista dos Barões de Alagoas:
-
Barão de Água Branca: Joaquim Antonio de Siqueira Torres
-
Barão de Alagoas (Marechal Deodoro): Severiano Martins da Fonseca
-
Barão de Anadia: Manuel Joaquim de Mendonça Castelo Branco
-
Barão de Atalaia: Lourenço Cavalcanti de Albuquerque Maranhão
-
Barão de Imburi: Manuel da Cunha Lima
-
Barão de Jaraguá: José Antonio de Mendonça
-
Barão de Jequiá: Manuel Duarte Ferreira Ferro
-
Barão de Maceió: Antonio Teixeira da Rocha
-
Barão de Murici: Jacinto Paes Moreira de Mendonça
-
BARÃO DE PALMEIRA DOS ÍNDIOS: PAULO JACINTO TENÓRIO
-
Barão de Penedo: Francisco Inácio de Carvalho Moreira
-
Barão de Piaçabuçu: João Machado de Novais Melo
-
Barão de Porangaba: José Miguel de Vasconcelos
-
Barão de São Miguel: Epaminondas da Rocha Vieira
-
Barão de Traipu: Manoel Gomes Ribeiro
Existem
preservados os palacetes dos barões de Água Branca, Atalaia, Jaraguá e Penedo.
Em Maceió, já como capital da Província, foi construído o palacete do Barão de
Atalaia e do de Jaraguá, na Praça da Matriz (atual Dom Pedro II).
Fonte:
Alagoas uma má notícia, Jair Pimentel - Livro-reportagem.
<http://www.bairrosdemaceio.net/site/index.php?Canal=Removiveis&Id=27>.
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
O "ouro branco" chega ao
Sertão!
Até
a primeira metade do século XIX, Alagoas já como Província, a economia estava
centralizada no Litoral e zona da Mata, com os engenhos de açúcar dominando
tudo. A pecuária começava a se expandir, ocupando mais espaços no Baixo São
Francisco e Agreste. Mas o Sertão começou a ser povoado e surgiu o algodão, o
chamado "ouro branco" que se adaptou a terra árida da caatinga, mas
que chovia na época certa. E foram surgindo povoações em toda aquela região,
atraída pela nova atividade agrícola.
Em
1857, o Barão de Jaraguá, homem de visão, empreendedor, que vivia em seu
palacete de Maceió, mas tinha várias propriedades agrícolas, observando o
avanço da atividade algodoeira, decidiu investir na primeira fábrica de
tecidos, escolhendo o povoado de Fernão Velho, a poucos quilômetros da capital
para dar início a uma atividade que perpetuou-se, expandiu-se em vários pontos
do Estado e tendo o algodão como matéria prima abundante, que foi se
aproximando do Agreste e zona da Mata.
Os
fazendeiros do Sertão e Agreste produziam cada vez mais e instalavam
descaroçadores de algodão, uma mini-fábrica da matéria prima principal, que
seguia ensacado para Fernão Velho e as novas fábricas que foram surgindo em
Maceió, Rio Largo, Pilar, São Miguel dos Campos e Penedo. Surgia assim a indústria urbana, as vilas
operárias e a geração de milhares de empregos. Não eram escravos negros que
trabalhavam nessas fábricas e sim, trabalhadores que recebiam casas com toda
infra-estrutura para sobreviver com suas famílias e salários dignos.
Em
Rio Largo, um povoado que surgiu a partir de um engenho de açúcar, às margens
do rio Mundaú, o comendador Tavares Bastos construiu suas duas fábricas de
tecidos, sustentando praticamente toda a população, seja direta ou
indiretamente, porque o comércio se expandiu. Construiu casas, escolas,
hospital, áreas de lazer e toda a infra=estrutura de uma verdadeira cidade
industrial. Sua filha Judith, casa com o jovem parabiano Gustavo Paiva, que
tornou-se o grande empreendedor de Rio Largo. A cidade nas décadas de 1930/40
virou o símbolo da modernidade. Tinha cinema, teatro, clubes sociais, escolas
de alto padrão e hospital.
Em
Pilar, o empresário Hilton Pimentel, construiu sua moderna fábrica de tecidos
que durou vários anos, transformando-se em cidade industrial, o mesmo ocorrendo
com nos Nogueira, em São Miguel dos Campos e no distrito de Saúde, em Maceió,
onde também funcionou por vários anos a Fábrica Alexandria, da família Lobo, no
bairro do Bom Parto. No alto Sertão, o cearense Delmiro Augusto da Cruz
Gouveia, instalou a sua fábrica de linhas e depois de tecidos, dando origem a
cidade que depois de sua morte recebeu seu nome, hoje uma das mais importantes
do interior alagoano e a Fábrica da Pedra que ele fundou no início do século
XX, hoje em poder do Grupo Carlos Lyra, a única do Estado, que mantem uma boa
produção de tecidos, inclusive para exportação.
Durante
vários anos Alagoas manteve mais de 10 fábricas de tecidos e dezenas de
fábricas de beneficiamento de algodão em Santana do Ipanema, Palmeira dos
Índios, Penedo, Paulo Jacinto, Viçosa, São José da Laje e outras cidades,
garantindo a matéria prima para as fábricas têxteis. Por mais de um século, o
setor foi o segundo mais importante da economia alagoana, perdendo apenas para
o açucareiro. Isso foi acabando a partir da década de 1970, com a falência das
fábricas e claro, a substituição da atividade algodoeira pela pecuária.
Fonte: Alagoas uma má notícia, Jair Pimentel - Livro-reportagem. <http://www.bairrosdemaceio.net/site/index.php?Canal=Removiveis&Id=27>.
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
A Chita: Do Popular Para A Moda
No Brasil atual, não se pode falar nas
estampas sem se falar em chita. E não se pode falar em chita sem falar em povo.
A chita nasceu pano popular. Vestiu populações carentes, escravos. Era o
paninho barato, de fácil acesso ao povo. Cresceu, apareceu se espalhou e se
transformou “na cara do Brasil”.
As roupas de Chitão já foram
característica do movimento hippie, identificando-se com o poder dos jovens,
flower power, o feminismo, black power, paz e amor, o psicodelismo, as mudanças
radicais. As repressões militares estagnaram o setor têxtil, fechando 130
tecelagens em três anos; enquanto isso os norte-americanos criavam tecidos com
fibras sintéticas que não amassavam. Criou-se então no Brasil o GEITEX - Grupo
Executivo da Indústria Têxtil - que estabeleceu metas para corrigir a situação
e conseguiu o apoio do governo às empresas para a fabricação de morim, chita
estampada e outros nove tipos de tecidos (MELÃO; IMBROISI e KUBRUSLY, (2005).
As Chitas vestiram personagens de
novelas como é o caso de Gabriela de Jorge Amado, o apresentador Chacrinha e
foram usadas pela estilista Zuzu Angel; também vestiram Gilberto Gil, Caetano
Veloso, passando a ser uma assinatura da alma brasileira durante a repressão.
No Brasil, depois de séculos vestindo
trabalhadores braçais, moradores de zonas rurais, meninas das festas de
interior, entre outros, a chita fez parte do movimento hippie e foi parar nas
passarelas internacionais. Zuzu Angel (1923-1976), estilista brasileira vítima
da ditadura militar no país, foi pioneira no uso do tecido em suas ousadas
coleções e o levou em uma viagem de volta à Europa, completando assim um círculo
de evolução e um retorno às origens. “A chita no corpo e no cenário dos
movimentos artísticos e revolucionários, em plena vitória da repressão, era uma
assinatura da alma brasileira, um desafio, quase um descaramento.” (MELLÃO,
2005, p. 127).
Além das roupas, o universo dos
acessórios de moda também passou a utilizá-la.
O Tropicalismo nascido na Arte
Conceitual de Oiticica (1937-1980) e Clark (1920-1988) e que teve adesão de
músicos, cineastas e intelectuais brasileiros, revolucionou a música popular
brasileira em 1968, intervindo na cena cultural do país de forma crítica e
vestiu-se com a já então brasileiríssima chita. Podemos dizer que o
Tropicalismo tornou fato as palavras de Flügel: “[...] que o não conformismo
nas roupas tende naturalmente a expressar o não-conformismo em ideias sociais e
políticas”. (FLÜGEL, 1966, p. 189).
Os anos 70 trouxeram um enorme colorido
e transformações no vestuário, principalmente feminino, sendo uma porta aberta
para a entrada e consagração da chita como tecido da mulher brasileira. Na
telenovela de 1975 da Rede Globo de Televisão, Gabriela, a pobre, linda e
sensual protagonista, vestida de chita, lançou moda e foi imitada por milhares
de brasileiras, transformando em moda algo tão próximo da realidade popular,
como Mellão nos conta em seu livro: “[...] o vestidinho de chita já era
considerado indispensável para a mulher brasileira: básico, simples,
fresquinho, ideal para o verão que aquece dois terços deste país durante três
terços do ano”. (MELLÃO, 2005, p. 71).
O caminho da chita partindo da moda e
migrando para a decoração foi percorrido naturalmente. A mesma chita que vestia
os menos favorecidos, camponeses, ex-escravos, já enfeitava as casas modestas
do povo brasileiro. Aos poucos foi invadindo casas da cidade como estilo de
decoração autêntica, podendo ser encontrada nas cortinas, almofadas, toalhas de
mesa, entre outros, talvez como uma maneira de transportar para dentro de casa
a exuberância da natureza tão inacessível nas cidades mais desenvolvidas.
Nossas chitas, de puro algodão, sempre
muito coloridas e geralmente mostrando motivos florais, podem ser vistas tanto
em colchas e cortinas de humildes casebres quanto na decoração de ricas sedes
de fazendas ou, ainda, alegrando danças folclóricas e festas juninas. (PEZZOLO,
2007, p.49)
Hoje, o que caracteriza o chitão são as
dimensões e as cores de suas estampas florais. Se alguém fizer essa estampa
sobre outro suporte que não seja morim, certamente a referência do novo tecido
será “estampa de chitão”.
A Chita Na Moda
A chita já nos deu o que olhar, agora
nos dá o que falar! Através de viagens, pesquisas e entrevistas realizadas
durante três anos, em parceria com Renato Imbroisi, foi possível reunir no
livro “Que chita bacana” preciosas informações sobre este tecido encantador
que, com certeza, faz parte do nosso patrimônio cultural. Como não vivemos só
de passado, idealizamos esta exposição com o objetivo de sinalizar novos
caminhos para a chita. Contando com o entusiasmo e talento dos estilistas,
apresentamos aqui o resultado deste desafio. Impregnada de cultura popular, a
chita alia-se à moda brasileira para juntas marcarem sua estreia no espaço
museológico.
Fotos: http://www.acasa.org.br/
Chita Chique: Decoração e Criatividade
Chita Chique, isso mesmo, uma decoração pode ficar
encantadora usando as lindas estampas de Chita. Para muitos Chita é sinônimo de
brega e cafona, mas não caiam nessas convicções, tenho certeza que depois de
ver este post, você vai perceber que a Chita usada com bom gosto pode tornar-se
sofisticada e chique, basta ter bom senso para decorar. Foto: blog - Tudo junto e misturado / decore criativo
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