terça-feira, 26 de março de 2013


TOME NOTA: SECA OU ESTIAGEM 


A "SECA" que chegou ao nordeste no século XVI se adaptou a região do semiárido, onde existem as condições climáticas favoráveis para a sobrevivência desse negocio. A "seca em quanto construção chegou junto com os jesuítas e com os pecuarista.
Represa de Paulo Jacinto - Janeiro de 2013
Foto: Vitor Wagner

Este argumento demonstra que seca e estiagem têm definições distintas. Pela etimologia até que há diferença.

ESTIAGEM: é o mesmo que tempo sereno ou seco depois de um tempo chuvoso ou tempestoso.
SECA: é definida como estiagem prolongada ou falta de chuva.

A estiagem é um fenômeno climático causado pela insuficiência de precipitação pluviométrica, ou chuva numa determinada região por um período de tempo muito grande.

Esta palavra não deve ser confundida com a palavra seca; a estiagem é o fenômeno que ocorre num intervalo de tempo, enquanto a seca é permanente.

Este fenômeno provoca desequilíbrios hidrológicos importantes. Normalmente a ocorrência da seca se dá quando a evapotranspiração ultrapassa por um período de tempo a precipitação de chuvas.

A diminuição do volume de água no Mar de Aral é considerado um dos maiores desastres ambientais e humanos da história, que produziram uma situação de seca.

Uma estiagem, também é conhecida vulgarmente como período de seca e é uma catástrofe natural com propriedades bem características e distintas das demais. De uma maneira geral é entendida como uma condição física transitória caracterizada pela escassez de água, associada a períodos extremos de reduzida precipitação mais ou menos longos, com repercussões negativas e significativas nos ecossistemas e nas atividades sócio-econômicas.
População fecha a AL-210 e protesta contra a falta d'água
Foto: Vitor Wagner

Distingue-se das outras formas de catástrofes pelo seu desencadeamento se processar de maneira menos perceptível, a sua progressão ser verificada mais lentamente, a ocorrência arrastar-se por um maior período de tempo, poder atingir extensões superficiais de muito maior proporção e a sua recuperação ser processada de um modo também mais lento.

O conceito de seca não possui uma definição rigorosa e universal. É interpretado de modo diferente em regiões com características distintas, dependendo da sua definição e da inter-relação entre os sistemas naturais, sujeitos a flutuações climáticas, e os sistemas construídos pelo homem, com exigências e vulnerabilidades próprias. Conforme a perspectiva de análise, ou vulnerabilidade considerada, este fenômeno pode ser distinguido entre secas meteorológicas (climáticas e hidrológicas), agrícolas e urbanas.

Se, por um lado, o conceito de seca depende das características climáticas e hidrológicas da região abrangida, por outro, depende do tipo de impactos inerentes. Assim, em regiões de clima úmido, um período relativamente curto sem precipitação pode ser considerado uma seca, enquanto que em regiões áridas considera-se normal uma prolongada estação sem precipitação.
Carro-pipa (Um velho conhecido dos paulojacintense volta a cidade)

A ausência prolongada de precipitação não determina obrigatoriamente a ocorrência de uma seca. Se a situação antecedente de umidade no solo for suficiente para não esgotar a capacidade de suporte dos ecossistemas agrícolas, ou se existirem medidas estruturais com capacidade de armazenamento superficial ou subterrâneo suficiente para suprir as necessidades de água indispensáveis às atividades sócio-econômicas, não se considera estar perante uma seca.

Causas da Estiagem:

As secas iniciam-se sem que nenhum fenômeno climático ou hidrológico as anuncie, e só se tornam perceptíveis quando está efetivamente instalada, ou seja, quando as suas consequências são já visíveis. 

As causas das secas enquadram-se nas anomalias da circulação geral da atmosfera, a que correspondem flutuações do clima numa escala local ou regional, gerando condições meteorológicas desfavoráveis, com situações de nula ou fraca pluviosidade, durante períodos mais ou menos prolongados. As condições para que uma seca se instale estão também relacionadas com outros fatores como, por exemplo, o incorreto ordenamento do território, insuficientes infra-estruturas de armazenamento de água.

Referência: Água, comunicação e poder: a seca: um produto da dominação política e econômica no Nordeste / 2002 - (Livros). FERREIRA, Arnaldo Jorge Maia. Água, comunicação e poder: a seca: um produto da dominação política e econômica no Nordeste. Maceió: EDUFAL, 2002. 129 p.: il..

domingo, 17 de fevereiro de 2013

PJ EM FOCO - NOTA

Barragem de PJ (Foto: Vitor Wagner)

Parece que essas páginas (Facebook, fan page e blog) anda incomodando algumas pessoas, não sei o que o incomoda, mas falaram que esse espaço aqui é "perda de tempo". Será???? (Estamos Chegando a marca de 5.000 mil visualização no blog, diariamente a pessoas visita nossas páginas, nossas postagem viram pauta no poder legislativo, Isto é perda de tempo?...)
Este espaço não sofre nenhuma influência política, não tem a pretensão de “puxar o saco” ou “mete o pau” em nenhum político. O objetivo deste é, na medida do possível leva ao conhecimento da comunidade o que vem acontecendo em nossa cidade e que venha interferir de alguma forma na vida dos cidadãos paulo-jacintenses.
É necessário que tenhamos base; conhecimento do contexto em que o fato esta inserido, é preciso saber o que significa política e politicagem e temos uma base teórica antes de fazer qualquer comentário “infeliz”. É importante e parabenizo a participação de todos com seus comentários, isso só vem engrandecer a democracia e a liberdade de expressão; mas fico triste quando vejo que as pessoas começam se “estranhar” e toma partido político ou preferência política. Fico triste também em saber que uma cidade como a nossa, onde todos parecem compor uma “grande família” e todo mundo conhece todo mundo, a maioria dos representantes políticos não se unem e não tem como objetivo, a luta pelo bem-estar e desenvolvimento de nossa querida Paulo Jacinto. As parcerias logo acabam ao passa as eleições, pois alguns têm seus próprios objetivos. Eles sim têm sua parcela de culpa, claro nos problemas que nossa cidade enfrenta, pois eles são os representantes do povo e tem o dever de cobrar de outras autoridades soluções para os problemas que tanto afligem nossa comunidade. A população também tem sua parcela de culpa, pois também pode cobrar e fiscalizar o que esta acontecendo. Nos portais do Governo Federal o cidadão fica sabendo de algumas informações sobre o município. Vamos cobrar mais, e ficar mais atento!
É triste ver comentários do tipo, “eu acho é tome”, “bem feito”, “eu acho é pouco”; pessoal é o povo de Paulo Jacinto, nossos irmãos e conterrâneos que estão sofrendo, devido não porque tem culpa, mas sim porque muitos por não ter uma informação mais precisa dos fatos; fazem escolhas “erradas”.

A estiagem; não vamos dizer: “Ah! É por que deus quer”, “é castigo de Deus”, é preciso se informar mais, sobre o assunto, olhar a realidade e todo o seu contexto histórico. O que estar acontecendo é reflexo da falta de planejamento da CASAL - Companhia de Saneamento de Alagoas e de certa forma com já falado, de nossos representantes políticos. A nossa barragem foi construída em 1972, no governo de Joaquim Borba Calado, edificada pra atender a demanda da época e só a cidade de Paulo Jacinto. Passado 41 anos, a cidade cresceu e a demanda aumentou e hoje a barragem atende também a Vila São Francisco. A barragem há algum tempo já não é feita a manutenção e a ampliação devida; pois eles sabem a capacidade hídrica da represa, dos metros cúbicos que a população consome durante um dia e também do tempo que dura a estiagem por aqui, então isso só vem provar a falta de planejamento da CASAL. Ressaltando aqui, que o município não está situado não região de alto sertão e sim no Agreste, mas mesmo assim o sertão nordestino tem um grande nível pluviométrico (chuvas) e reserva de água em lençóis freáticos comparando com outras regiões desérticas do mundo, que se captada solucionaria o problema, segundo pesquisa.
A seca somente um produto da dominação política e econômica nas regiões afetadas, é uma ferramenta ainda usada no século XXI de dominar as pessoas pelos políticos, com a ajudar da mídia que tem o objetivo de disseminam a ideia de que o problema não tem solução, apenas ganham audiência com as imagens capitada do sofrimento do povo do nordeste.

Como base, indico para quem deseja se aprofundar no assunto, o livro: Água, comunicação e poder: a seca: um produto da dominação política e econômica no Nordeste / 2002 - (Livros). FERREIRA, Arnaldo Jorge Maia. Água, comunicação e poder: a seca: um produto da dominação política e econômica no Nordeste. Maceió: EDUFAL, 2002. 129 p.: il..

Agradeço a atenção de todo.


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013


MORADORES SE UNEM E PERFURA UM POÇO EM CONJUNTO HABITACIONAL.




Morados do Conjunto Habitacional Francisco de Assis Barbosa, em Paulo Jacinto-AL, tiveram a iniciativa de cavar um poço para suprir as necessidades hídricas do conjunto, já que na média no abastecimento d'água é de 10 em 10 dias. O poço tem 5 metros de profundidade e esta localizado na propriedade/residência do sr. Gabriel Alves de Oliveira, na Rua Miguel Barbosa da Silva. 

A iniciativa foi do amigo do sr. Gabriel,e na ultima quarta-feira (30/01/2013) começaram os trabalhos. A perfuração foi realizada manualmente com a ajudar de alguns moradores que abraçaram a causa. Alguns dos moradores passavam no local e queriam desanimar a força de vontade e o desejo de amenizar o problema da comunidade, falando eles que não iriam alcança o objetivo; já outros argumentavam que iria denunciar, como se eles estivessem fazendo algo ilegal.
Conversando com a Sr.ª Josinete Deodato do Nascimento, a mesma me informou que já foi retirado do poço quase 1.000 litros água pelo moradores. Ainda pode verificar a qualidade da água que é de baixa salinidade, incolor e inodora.
A comunidade unida já conseguiu para retirada d'água uma bomba hidráulica e todo o material necessário para finalizar o "cacimbão". Tudo isso com e somente a força dos moradores unidos por uma boa causa.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Professora da 4ª CRE premiada com a medalia Silvio Vianna 2012



A servidora pública estadual Maria Araújo Feitosa, diretora da Escola Estadual Deputado José Medeiros, em Paulo Jacinto foi escolhida para receber a Medalha Silvio Vianna 2012, instituída pelo Governo do Estado para reconhecer e homenagear os servidores que desempenham suas atividades, no ambiente de trabalho, de maneira ética e com total dedicação, com o objetivo de contribuir para o crescimento de Alagoas e para o bem comum da sociedade.
Seu  nome foi  escolhido pela comunidade escolar, que foi encaminhado a uma comissão da Secretaria de Estado da Gestão Pública (Segesp) para analisar a indicação, junto com as de outras secretarias do Estado. Maria Araújo foi reconhecida pela atividade desempenhada para a melhoria da qualidade do ensino e projetos desenvolvidos na escola em que trabalha.
            “Fico lisonjeada e bastante emocionada com essa linda homenagem recebida de meus companheiros de trabalho e dos alunos, principalmente porque não esperava ter meu nome indicado para essa premiação. Nunca pautei minha vida em função disto, mas apenas em ter o reconhecimento pelo meu trabalho e saber que estou fazendo o melhor na minha profissão”, disse ela.
Natural de Palmeira dos Índios, Maria Araújo Feitosa tem 21 anos de serviços prestados ao Estado e atualmente atua como diretora na Escola  Estadual Deputado José Medeiros, na cidade de Paulo Jacinto, interior do Estado. Iniciou sua trajetória profissional como professora alfabetizadora na Escola Municipal Souza Barbosa  e, como educadora, deixa sua  marca na escola da rede estadual com dedicação em todas as atividades que desempenha.
A professora é tida pelos colegas de trabalho como uma profissional exemplar e comprometida com a melhoria do ensino e da aprendizagem, com uma educação de qualidade, pautada pela construção do saber. Em 2004, foi vencedora do Prêmio Gestão Escolar e viajou aos Estados Unidos representando Alagoas.
 
Sobre a indicação para receber a Medalha Silvio Vianna, Maria Araújo, conhecida pela comunidade escolar como 'Dona Cícera', mostrou-se sensibilizada pela forma como seu trabalho foi reconhecido. “Essa é uma homenagem que divido com todos os companheiros de trabalho. São 12 anos dedicados ao Estado e acredito que somente o trabalho em equipe pode trazer bons resultados, como vem acontecendo em nossa escola, que faz parte da minha vida, é a continuidade da minha casa”, garantiu.
Dando prioridade à educação e dedicação especial à escola, Maria Araújo trabalha com transparência e honestidade, sendo seu traço mais marcante o espírito de liderança, que faz com que todos os profissionais se sintam valorizados e encorajados em trabalhar em equipe.
 “Só posso resumir essa emoção com o agradecimento a todos e com a certeza de que o processo da educação tem jeito. Não trabalho por salário, mas com a consciência de que tenho um papel importante na formação da opinião de meus alunos. Aqui estamos juntos com os alunos e trazendo a família para dentro da escola, para que se envolva no processo. A equipe que está ao meu lado é a melhor e se doa por completo”, finalizou

terça-feira, 4 de setembro de 2012

José Correia Fontan: Cidadão Honorário Paulo-jacintense


A Família: José Correia Fontan, filho de Manoel Fortes Fontan e Celsa Correia Fontan, irmão de Luzinete, Dalva, Géu, Amaral, Abelardo e Aldenir, nasceram em Maceió onde viveu até os 19 anos, estudou no Colégio Batista Alagoano, época em que conheceu Theobaldo Barbosa (seu professor) e Divaldo Suruagy (colega de turma), que vieram a ser seus grandes amigos.
Casamento de Fontan celebrado pelo Padre Monteiro. Padrinhos Francisco Barbosa e Maria Luiza, Joaquim Borba e D. Eulina
Chegou a Paulo Jacinto para trabalhar na Defesa Vegetal, repartição Federal ligada ao Ministério da Agricultura. Foi quando conheceu e apaixonou-se pela jovem Maria José (filha de Francisco Ferreira e D. Júlia, irmã de Marinalva, Odete e Mano), que trabalhava na loja de tecidos do Sr. Francisco Barbosa. Com ela casou-se e formou sua família, tendo sete filhos.
Esposo e Pai dedicado sempre comemorava com festa datas importantes, como aniversário dos filhos e da esposa, de casamento, dia dos namorados, das crianças, natal, etc. Na véspera de sua morte, quando ia para o hospital, sua preocupação maior era de não "ter comprado o presente de Maria", para comemorar o dia dos namorados.
Como pai, acompanhava os filhos na escola, participando das festas e do aprendizado dos mesmos. Tornou-se amigo dos professores, a começar por Onélia Mendes Freitas (mestre do jardim infantil Souza Barbosa e primeira professora de Margarida, Maria Amélia, Renise e João Batista); Célia Barros, Cícera, D. Iza, Francisca Correia, Júlia Teixeira, Gedalva Moraes, América Veiga, Argentina Veiga, Vera Costa (professores do Grupo Escolar 2 de Dezembro e do Ginásio Antônio Farias Escolas para as quais, junto a seus amigos, conseguia melhorias e ajuda para realização de festas de formatura, passeatas e excursões).
Sua paixão pela política fez com que ele, para contornar uma situação, convencesse sua esposa Maria José a ser candidata a vice-prefeita na chapa do seu compadre Sebastião Barbosa.  
Fontan faleceu em decorrência de ataque cardíaco aos 44 anos de idade. Na época sua esposa era a Prefeita da Cidade (devido ao falecimento do Prefeito Sebastião Barbosa) e seus filhos eram ainda adolescentes e crianças.
O Político: Fontan era apaixonado por política em sua essência. Gostava de ver o desenvolvimento da cidade que adotou como sua e fazer o bem, principalmente aos pobres. Homem de visão, desde sua chegada a Paulo Jacinto procurou ser amigo de pessoas importantes como José Aurino de Barros (primeiro prefeito da cidade), professor Oliveira, Francisco Barbosa, José Filho, Ernesto Veiga, José Chaves, José Teixeira, José Ribeiro, Mário Costa, Antônio Aprígio, Eutrópio Vilela, entre outros.   
Chegou a ser vice-prefeito no governo de seu compadre Joaquim Borba Calado. Sempre usou sua influência junto personalidades políticas do Estado como os Governadores Luiz Cavalcante, Lamenha Filho, Afrânio Lajes, José Tavares e Divaldo Suruagy, o Senador Teotônio Vilela, os Coronéis Maia Fernandes, Adauto, Pires, o jornalista Rodrigues de Gouveia e, principalmente, a seu compadre e amigo Theobaldo Barbosa para conseguir melhorias e ajuda para o município, o que lhe rendeu entre os seus amigos de Maceió o apelido de "pidão". É que Fontan realmente pedia. Pediu a reforma da maternidade Marina Lamenha, água encanada, telefone, ajuda para fundar o clube de mães, para realizar o natal dos pobres, vagas para o internato no Colégio Bom Conselho (Maceió), cadeiras de rodas, sementes para distribuir com agricultores, internações em hospitais, melhorias para educação, alojamentos para excursões e tudo mais que significasse melhor qualidade de vida para o povo de Paulo Jacinto.
Nos Governos de Afrânio Lajes e José Tavares foi diretor da Copal e no de Divaldo Suruagy, Cageal. Nesse período fez grandes amigos como Dr. Chagas, Dr. Severino, Dr. Malta, Dr. Zenildo, Dr. Ib Gato Falcão, Dr. Raul de Carvalho Leite, Dr. Danilo Acioli, Dr. José Torres, Dr. José Bernardes, Dr. Hélio Lopes, João Sampaio, Dilton Simões, Rubens Vilar, Dalton Dória, Divanni Suruagy, e outros. Foi muito querido pelos funcionários devido a sua simpatia e a disponibilidade para ajudar a todos que dele precisavam.
Gostava de tudo ligado à comunicação. Amigo de José Chaves, dono da rádio local PR Vitória, sempre a usava para anunciar festas, chegada de autoridades e notícias de interesse do seu município. Foi também correspondente do jornal Gazeta de Alagoas onde semanalmente escrevia notícias para coluna Gazeta dos Municípios.
Presidente do Clube Cultural Recreativo Paulo-jacintense, realizou animados carnavais, festas das personalidades, show com Luiz Gonzaga e várias vezes o tradicional Baile da Chita, período em que a festa ficou tão famosa que precisou mudar o local de sua realização para os armazéns da Lagense, com a finalidade de melhor acomodar os visitantes da cidade.
O povo que ele tanto amava também soube retribuir o que recebia. Por indicação do vereador Mário Leandro da Costa recebeu o título de Cidadão Honorário Paulo-jacintense, que o deixou muito feliz e orgulhoso. Ficava igualmente feliz com gestos simples de pessoas humildes, como ganhar "cozinhados" de feijão e milho verde dos que tinham roça, ser convidado com sua família para ser padrinho de casamentos e batizados ou patrono/paraninfo de turmas concluintes do Jardim Infantil Souza Barbosa e do Ginásio Antônio farias, pois entendia esses gestos como de agradecimento.
Seu falecimento deixou todos cheios de saudades e pesar, tanto que nesse ano não foi realizado o tradicional Baile da Chita.
Homem de Fé: Como todo nordestino, Fontan era homem de fé, freqüentava a Igreja e foi amigo dos padres Monteira, Lourenço, Petrúcio e Frei Cassiano, sempre ajudando, principalmente na organização das festas da Padroeira Nossa Senhora das Graças. Conseguiu por várias vezes, a banda da Polícia Militar para acompanhar a Procissão.
As festas por· ele organizadas, inauguração de obras ou comemorações, sempre tiveram a presença' de Deus através de celebração da Santa Missa ou benção do lugar, feitas por padres que se tomaram seus amigos pela frequência com que eram solicitados.
Seu círculo de amizade incluía também D. Avelar Brandão Vilela, Cônego Hélio Lessa, Padre Luiz Santos e Padre Pedro Teixeira.
Devoto de Frei Damião, pediu que o artista plástico José Zumba pintasse um quadro do mesmo para colocarem sua casa. Certa vez acompanhando as Santas Missões em Paulo Jacinto chegou a mostrar o referido quadro ao Frei que brincou dizendo que aquele tipo de foto era mais caro (referindo-se aos outros milhares de santinhos que eram entregues durante a peregrinação).
Igualmente devoto de Padre Cícero Romão Batista, organizava missa campal no, aniversário de seu nascimento, e ficava impressionado com a fé do povo e com o pagamento de promessas por dádivas alcançadas.
Mas acima de tudo Fontan tinha fé em Deus. Ele foi o exemplo que seguiu durante toda a sua vida. O amor pela família, a consideração pelos amigos, a determinação em ajudar os mais necessitados e sua obstinação em fazer o bem certamente foram lições ensinadas por Ele.

sábado, 28 de julho de 2012

ESPAÇO CIRANDA DE CULTURA E DESENVOLVIMENTO SOCIAL



COMO TUDO COMEÇOU...

Quem tem um sonho, quem é capaz de deixar esse simples sonho criar asas até se tornar algo capaz de dar luz e sentido a sua vida vai entender o que estou fazendo aqui.
O Espaço Ciranda de Cultura e Desenvolvimento Social surgiu a partir de uma simples ideia, que aos poucos foi tomando conta de todos os meus pensamentos. Acabou se tornando algo tão grande que de ideia passou a sonho de vida. O MEU SONHO.
O meu sonho era criar um espaço onde crianças e adolescentes tenham vez e voz, onde todas as atividades tenham o único objetivo de desenvolver a autonomia pessoal, intelectual e social de crianças e adolescentes da cidade de Paulo Jacinto, estimulando novas formas de se relacionar socialmente e ampliando as capacidades sócio-culturais.
Ver crianças desestimuladas e sem um sorriso no rosto, adolescentes ociosos clamando por atenção, gritando e sem encontrar ninguém para ouvi-los sempre mexeu muito comigo.
Sempre tive consciência de que ocupar a cabeça desses meninos e meninas é tarefa nossa. Tarefa de uma sociedade que parece calar diante de tantos problemas, que parece cegar diante da injustiça.
Não podemos simplesmente esperar as soluções caírem do céu. Então resolvi: era hora de arregaçar as mangas e começar a luta.
O sonho então começou a ganhar forma em palavras escritas num papel. As palavras criaram pernas e braços e trouxeram uma equipe de profissionais maravilhosos para sonhar o mesmo sonho que eu. 

Essas pessoas: Maria, Marília, Gustavo, Lucas Marcondes, Joelma, Paula, Amércia e Priscila - cirandeiros.
São pessoas maravilhosas, capacitadas e dedicadas a causa do Ciranda, a causa das crianças e dos adolescentes de Paulo Jacinto, a causa do nosso futuro.

Texto: Maria Helena Veiga (Idealizadora do Espaço)

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Músicos: O som de PJ

GRUPO DE PAGODE “OS COMPORTADOS”

Surgiu de uma travessura desencadeada em sala de aula em agosto de 2006; foram chamados a diretoria para conversar e ficou determinado que no dia seguinte seria convocado o Conselho Escolar para decidir a respeito de uma suspensão. Ao refletir o acontecido a direção da escola à frente a professora Salete Macedo assumindo também como professora dos alunos que estudavam no 2º ano A lembrar que a maioria das travessuras em sala tinha como foco maior ficarem tocando nas bancas. No outro dia reuniu os alunos e deu a sentença a todos pelo comportamento: a partir de hoje vocês irão compor paródias para a partir daí germinar um grupo de pagode na escola. Todos vibraram e começaram a escrever na mesma tarde sobre a globalização; à noite do mesmo dia apresentaram para animar a exposição do Projeto Saber (Jovens e Adultos), a diretora pensou no 1º nome “Meninos Elétricos”. O mais elétrico do grupo pensou e deu outra sugestão “Os Comportados” que foi bastante aceito pelos colegas e pela escola. No inicio o grupo era formado por: Carlos Clemente, que compõe os pagodes e deu nome ao grupo, Fábio Maílson toca cavaquinho, Edson, Mauricio, Denis, Joaquim, André Magalhães e Madson.
Hoje alguns componentes se afastaram foram substituído por outros. Na escola iniciou com uma timba, um pandeiro e um cavaquinho.
Todas as festas da escola e da cidade o grupo engrandece e abrilhanta com seus talentos, chegaram até gravar o primeiro CD. Atualmente alguns criaram asas e já ganham dinheiro fazendo shows em nossa região. É gratificante saber que a escola contribuiu com esse sucesso.
Atualmente o grupo desenvolve um novo estilo musical: Samba e Chorinho contando a participação do Instrutor Mário e os alunos Fábio Maílson, Mauricio, Madson e Denis.


Jarbas Barros

Luann Veiga



Cicero Cavalcente (Cicinho Cachaça)

Diogo

Marcos


Davi Falcão

Fleury Filho


Pedro Junior