sexta-feira, 20 de abril de 2012

A Terra do Baile da Chita
           
Dois Aglomerados humanos iniciais, estabelecidos na região, eram chamados pelas respectivas localizações de Lourenço de Cima e Lourenço de Baixo. O primeiro teve origem em uma capela erigida pelo proprietário, Antônio de Souza Barbosa, em homenagem à Nossa Senhora da Conceições. Nem ele e nem Lourenço Veiga, pioneiros que deram grande impulso ao povoado, foram escolhido para dar nome à cidade. Anos Depois, já no regime republicano, a localidade passou a se chamar Paulo Jacinto, por sugestão da Great Western, em homenagem a Paulo Jacinto Tenório, rico fazendeiro de Quebrangulo que havia doado terras para a passagem da ferrovia.

História - A denominação primitiva do atual município de Paulo Jacinto foi o pequeno vilarejo chamado “Lourenço de cima” para distinguir-se da povoação "Lourenço de Baixo" propriedade agrícola de Lourenço Veiga, onde como era de costume, construir uma capela sob invocação de São Lourenço, ainda existente. "Lourenço de cima" teve origem com a vinda de Antonio de Souza Barbosa, ilustre paraibano filho de Campina Grande, que se transladou para alagoas nos primórdios do segundo império 1835 vindo habilitar a nossa terra, juntamente com sua família. O fundador de Lourenço de Cima foi o então Sr. Antônio de Souza Barbosa que construiu uma capela sob invocação de Nossa Senhora da Conceição. Novos habitantes para lá fluíram, atraídos pela amenidade do clima e a fertilidade do solo, fazendo surgir uma povoação em torno da capela. Um homem conhecido por José Carolino abriu o primeiro estabelecimento comercial do lugar, chamado na época de “bodega”.
         Com a inauguração, em 1911, da estação da Estrada de Ferro da "Great Western", o Povoado passou a chamar-se Paulo Jacinto, homenagem a Paulo Jacinto Tenório, filho de Quebrangulo e que havia doado à citada Companhia uma área de terras destinada aos serviços da nova via de comunicação.

Gentílico: paulo-jacintense

Um comércio crescente 

Nessa altura, dadas às necessidades do ambiente, surgiu o primeiro estabelecimento comercial, uma bodega, como era chamado na época, de propriedade do senhor José Carolino. Numa terra que se plantando, muito se colhia o excedente da lavoura era transportado pelos novos povoadores, em lombos de animais, para a praça do comercio mais próximo, particularmente Pilar-grande empório comercial da época. Os produtos agrícolas eram vendidos ou trocados. Ao voltarem para sua terra, após uma cansativa viagem, traziam tecido, charque, bacalhau, farinha de trigo, e outros, produtos esses que não eram encontrados no povoado (EMB/IBGE 1959). 
Nos primeiros dias da República, o que era um pequeno aglomerado, foi aos poucos se tornando uma prospera povoação com dezenas de casas e já com vários estabelecimentos comerciais. Uma pequena indústria (á vapor) de descaroçar algodão, uma feira semanal bastante frequentada, geravam alguns empregos e rentabilidade para a população.
Paulo Jacinto Tenório
Em 1911, com a inauguração da estrada de ferro, administrada pela Great Western, houve um grande desenvolvimento, tanto no aspecto social quanto no econômico, quando por proposta da companhia encarregada de administrar a movimentação dos trens , foi solicitado que se mudasse o nome da localidade para Paulo Jacinto, em homenagem ao Sr. Paulo Jacinto Tenório, que havia doado á aquela companhia, uma grande área de terras destinadas aos serviços da nova via de transportes, de grande importância para o crescimento de toda região.
As distancias são encurtadas com a inauguração da via férrea, as cidades vizinhas e a capital já não se encontram tão distantes, com algumas horas de viagem, a população pode visitar parentes, ir ao medico, fazer compras ou vender suas mercadorias, entre outras coisas. O desenvolvimento acelerado faz com que em 1925, a povoação seja elevada a categoria de vila, sendo então oficialmente denominado de Vila Paulo Jacinto, em homenagem a Paulo Jacinto, em homenagem a Paulo Jacinto Tenório.

Anseio de liberdade

Os habitantes da próspera vila de Paulo Jacinto já não aceitavam depender politicamente do Município de Quebrangulo. Iniciam-se, então, vários movimentos, liberados por representantes de vários segmentos da sociedade, em prol da emancipação politica, destacando-se: Barbosa Filho e sua esposa Sebastiana Holanda Barbosa, s.r. Caladinho e esposa Irene Barros Calado, Novo Barros e esposa Josefa Barbosa Barros (Zefinha de Novo), José Teixeira Cavalcante, João Cassiano Costa, Alonso Andrade, João Duda Calado e filhos, Francisco de Assis Barbosa e esposa Maria Luísa Torres Barbosa, José Aurino de Barros e família, José Moreno Cunha e muitos outros.
Dentre os movimentos, destacou-se um baile, realizado no mês de julho de 1951, num galpão, para ser armazenado algodão para ser comercializado, espaço esse conhecido pelos paulojacintenses como Lagense. Por ser realizado no mês posterior ás festas juninas, o traje era de chita, tanto para os rodados vestidos das senhoras, como para as camisas dos nobres senhores. Na época a música “Rosinha de Propriá”, de Luiz Gonzaga, fazia sucesso, sendo executada ao som de uma sanfona, era o carro chefe do baile, cuja finalidade era angariar fundos para a emancipação politica da Vila de Paulo Jacinto.
Finalmente, após várias reuniões e audiências com o Governador do Estado, da época, Dr. Arnon de Melo, em 02 de dezembro de 1953 , a Lei1747, tornou Paulo Jacinto independente de Quebrangulo, sendo elevado á categoria de Município.
Formação Administrativa. Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, figura no município de Quebrangulo o distrito de Paulo Jacinto.  Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1950. Elevado à categoria de município com a denominação de Paulo Jacinto, pela lei nº 1747, de 02-12-1953, desmembrado de Quebrangulo. Sede no antigo distrito de Paulo Jacinto ex-povoado. Constituído do distrito sede. Instalado em 07-01-1954. Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.
Somente em 04 de janeiro de 1954, foi nomeado o primeiro prefeito do Município de Paulo Jacinto, José Aurino de Barros, digno descendente do Sr. Antônio de Souza Barbosa, dando-se a instalação do Município em 07 de fevereiro do mesmo ano. Festiva solenidade marcou o sentimento de júbilo da população que compareceu em massa ás comemorações em homenagem a nova cidade.
Apenas em 31 de janeiro de 1955, foi eleito o primeiro prefeito através do voto direto, Sr. Francisco de Assis Barbosa (2º prefeito do município), também descendente de Antônio de Souza Barbosa. Nesta data, também foi instalada a câmara de vereadores, tendo como presidente, Sr. José Aurino de Barros. Até a presente data, Paulo Jacinto contou com (10) prefeitos sendo que em 1978, em virtude do falecimento do então prefeito Sebastião Barbosa Calado, assumiu a Vice-Prefeita Maria José Ferreira Fontan.
Nesse período os mandatos foram prorrogados de 04 (quatro) para 06 (seis) anos. Foi um período de mudanças, onde por coincidência ou não, a maioria do Secretariado Municipal era exercida por mulheres, o Poder Legislativo era presidido pela Vereadora Eloína Cavalcante Barbosa, o judiciário era comandado pela Exma. Juíza Nelma Torres Padilha. Esse fato foi destaque em jornais, na Revista Veja e no Fantástico, por ser quase inédito no Brasil.